28/10/2021

Resenha: Mother

Ficha Técnica:
Nome: Mother ou Call me Mother
Diretor: Kim Cheol-Kyu
Escitor: Jung Seo-Kyoung
Rede: tvN
Episódios: 16
Data de lançamento: 24 de janeiro a 15 de março de 2018
Idioma: coreano
País: Coréia do Sul

Sinopse: Uma jovem chamada Hye-Na (Heo Yool) é abusada por sua mãe Ja-Young (Ko Sung-Hee). Embora ela não esteja bem, ela diz a outras pessoas que ela está bem. Soo-Jin (Lee Bo-Young) é uma professora temporária na escola primária onde Hye-Na atende. Soo-Jin está ciente de sua situação e decide se tornar sua mãe.

Uau!

Não teria como começar a falar sobre esse drama de outra forma. Que drama, amiga(o)s. Que drama. Demorei bastante tempo para assistir Mother ou Call me Mother, o motivo foi (principalmente) devido ao que as pessoas sempre falam quando esse drama vem à tona. “Muito pesado” “Você vai chorar muito”. De fato. É um drama que é pesado, mas apenas nos dois primeiros episódios, depois outros sentimentos como a tensão tomam de conta. Eu, particularmente, gosto de temas mais pesados, então… Minhas expectativas foram atendidas nesse kdrama. Agora, cá estou arrependida por não ter assistido antes. Mother é um drama que fala sobre abuso infantil, adoção, amor e muita amizade. É lindo demais.

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Soo-Jin trabalha como professora substituta em uma escola primária e também é uma ornitóloga (profissional que estuda pássaros) apaixonada pelas aves. Embora esteja como professora e temporariamente trabalhando com crianças, ela prometeu para si mesma que nunca seria mãe devido a sua estória de vida. No entanto, tudo muda quando ela conhece Hye-Na.

Hye-Na é uma aluna da escola primária. Ela sobre abusos da mãe e do namorado da mãe Seol-Ak(Son Seok-Koo). Ela sempre aparenta estar suja e sem roupas adequadas. Devido ao fato de sempre andar com as roupas e as unhas sujas, os seus colegas da escola acabam lhe odiando e até apelidando de lata de lixo. E rotineiramente aparece com marcas pelo corpo.

“Por que uma criança não pode viver sem uma mãe?
Elas podem… E eu vou ajudá-la a sobreviver.
Minha mãe me jogou na lixeira.
E agora… Será você que vai jogar sua mãe fora.”

Apesar de ter prometido nunca ser mãe, a Soo-Jin tem uma empatia imediata com a Hye-Na, fazendo com que juntamente com outra professora comecem uma investigação sobre a mãe e o homem que ela convive e como tratam a criança. Soo-Jin juntamente com a outra professora chegam à conclusão que a criança sofre de fato os abusos, e entram em contato com o conselho tutelar e a polícia, mas os órgãos que deveriam proteger a criança acabam por não dando andamento ao caso, fazendo com que a frustração tome de conta de ambas.

Sabendo da situação da Hye-Na, a Soo-Jin através de um ato desesperado, decide que vai “sequestrá-la”. Isso tudo acontece em dois episódios. Apenas dois. Ou seja, aproximadamente duas horas. De forma bem direta, sem frufru e sem enrolação, mas com a construção dos personagens e o roteiro bem alinhado. Esse é apenas um dos motivos para que esse drama lhe prenda do início ao fim.

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Durante o desenrolar do drama você vai questionar até o uso do termo “sequestro”, pois foi combinado com a Hye Na, e ela também queria sair daquela situação. Pela primeira vez você percebe que a Hye-Na se sente amada pela Soo-Jin como ela não era amada pela sua mãe biológica, que só a via como um fardo (era de doer o coração :). A relação da Soo-Jin e da Hye-Na é de muito amor e amizade. É demonstrada de forma linda e desenvolvida de modo bem natural.

Assim que a Hye-Na desaparece, a sua mãe biológica que mais parece um monstro, se sente aliviada que ela tenha sumido ou até morrido. Inicialmente a Soo-Jin tenta induzir a polícia a pensar que a Hye-Na caiu no mar. E dessa forma, as duas poderiam sair do país e começar uma nova vida no exterior. Eu sou contra o uso do termo “sequestro”. É praticamente um resgate, pois se ela não tivesse intervindo a criança poderia ter morrido. Como descobrimos durante o drama que poderia ser o que estava próximo de acontecer.

Logo após o “sequestro” o drama demonstra de forma muito emocionante a Soo-Jin tentando fugir da polícia com a Hye-Na. Nesse ponto do drama, a polícia ainda acredita na versão da mãe, que foi um “sequestro” e que ela quer a filha de volta, mesmo odiando a criança. Outro ponto que deve ser destacado, é a transição da Hye-Na para Yoon-Bok (nome escolhido por ela nessa nova etapa da sua vida) e também a transição da Soo-Jin como mãe. É tão lindo como a Hye-Na se sente feliz e orgulhosa por ser a Yoon-Bok, uma garota que tem uma mãe que a ama e a protege de tudo. Ain… *-*. Tudo isso ocorre de forma tão leve. Você não consegue desgrudar da tela. É viciante!

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Durante o desenrolar da trama fomos apresentados a outros personagens, como o Dr. Jin-Hong (Lee Jae-Yoon). Ele é a primeira pessoa a perceber que a Soo-Jin tinha “sequestrado” a Hye-Na. Mas como ele soube? A mãe dela marcou um encontro arranjado entre a Soo-Jin e o médico bonitão, mas ela sai quase correndo porque tinha deixado a Hye-Na sozinha.

Só que ele não desiste e entrega o seu número. Por ironia desse drama maravilhoso e mal da Hye-Na, ela começa a ter uma crise de amigdalite e assim a Soo-Jin pede socorro ao médico porque não podia levar a Hye-Na para o hospital. A partir desse momento surge uma amizade + companheirismo muito bonito. Esse foi o shipp impossível. Todo drama tem um, né?

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Em outro núcleo do drama fomos apresentados ao outro tema desse hino, a adoção. O drama é tão bom que não focou apenas em um assunto, mas em dois, que de certa forma se mostraram extremamente interligados. A história de vida linda da Young-Sin (Lee Hye-Young) (mãe adotiva da Soo-Jin) e de sua família. A Hyun-Jin (Ko Bo-Gyeol) a irmã jornalista da Soo-Jin tentando de toda forma protegê-la mesmo pressionada para publicar um artigo sobre o caso do “sequestro”. A forma como a Kang Yi-Jin (Jeon Hye-Jin) (a outra irmã da Soo-Jin) era super protetora com a família e como ela amava a Soo-Jin também foi outro ponto bastante fofinho. Não podemos esquecer o Jae-Beom (Lee Jung-Yeol), o ahjussi que sempre ajudou a Soo-Jin e toda a sua família. Com o melhor desenvolvimento dessas estórias começamos a entender ainda mais empatia imediata da Soo-Jin com a Hye-Na com relação aos abusos, e também com relação ao amor de mãe. Como em tão pouco ela verdadeiramente se torna a mãe da Hye-Na e promete que faria de tudo por ela. Foram estórias que fluíram durante os episódios com diálogos maravilhosos que nos faz refletir sobre o amor maternal e fraternal.

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Por fim, gostaria de enfatizar como todo o elenco atuou MUITO BEM. As mães, o médico, o padrasto louco, a mãe biológica da Hye-Na psicopata. Mas, eu gostaria de frisar principalmente a atuação da Lee Bo-Young e da Heo Yool. Foi o primeiro drama que assisti da Lee Bo-Young e não decepcionou, justificando as excelentes criticas positivas sobre a sua atuação. É rainha mesmo. Mas, o troféu de melhor do mundo desse drama vai para a Heo Yool. Nossa. Ela foi muito bem na atuação. Conseguiu demonstrar toda a emoção que as cenas precisavam. Não só as cenas tristes, onde trouxe verdade e o drama necessário para um papel tão pesado, mas nas cenas alegres também, onde sorria com os olhos. Virei fã. Foi monstruosa na atuação. Também não é pra menos. Ela desbancou 400 crianças para conseguir esse papel.

Mother ou Call me Mother é aquele drama que demonstra que você não precisa ter geradouma criança para ser verdadeiramente uma mãe.

“Uma mulher se torna mãe quando dá tudo por um ser tão pequeno.”

Minha nota foi 10/10 no My Drama List. É o segundo drama que dou 10. Não teve jeito. Esse drama é perfeito. Lindo demais.

Onde assistir: Kingdom Fansub e Drama Fansub.

Vídeo fofo para descontrair:


Disclaimer: As opiniões expressas em matérias traduzidas ou em colunas específicas pertencem aos autores originais e não refletem necessariamente a opinião das Coreanas de Taubaté.

Aline Silva
Aline Silva

31 anos. Fundei às Coreanas de Taubaté em Março de 2019. Entre idas e vindas sou dorameira há mais de 4 anos. Meus estilos preferidos são os Melodramas e Slice of Life. Meus dramas preferidos são: My Mister, Mother, SKY Castle e Thank You.

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