28/10/2021

Resenha: Trap

— Análise Crítica por Aline Silva —

Ficha técnica:

Drama: Trap (Mais conhecido como “a decepção”)

Diretor: Park Shin-Woo

Escritor: Nam Sang-Wook

Rede: OCN

Episódios: 7

Data de lançamento: 9 de fevereiro a 3 de março de 2019

Idioma: coreano

País: Coréia do Sul

Sinopse:

Kang Woo-Hyun (Lee Seo-Jin) é um âncora respeitado em uma estação de transmissão. Ele tem uma família adorável e é convidado a entrar no campo político. Sua vida parece perfeita. Um dia, ele vai em uma viagem com sua família e uma situação trágica ocorre. Enquanto isso, Ko Dong-Kook (Sung Dong-Il) é um detetive veterano. Ele pega o caso de Kang Woo-Hyun e investiga.

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Minha opinião:

Eu sabia que esse drama teria como o tema principal armadilha, mas não imaginava que os telespectadores também cairiam em uma arquitetada pelo roteirista. Foi uma trap daquelas. Com todo respeito, mas eu escreveria algo melhor, senhor roteirista. De maneira geral, esse drama trata da estória do Kang Woo-Hyun. Ele é um âncora famoso que é casado com uma âncora também famosa a Shin Yun Soo (Seo Young Hee). Os dois têm um filho. Aparentemente possuem um bom casamento e são felizes, mas é só aparência mesmo. Isso é uma temática comum nos kramas, mas em trap até isso foi bem atrapalhado. Sorte a nossa se fosse só isso.

Durante o andamento do drama nós fomos apresentados a dois momentos distintos. Vou chamá-los de primeira e segunda etapa. A primeira etapa foram os dois primeiros episódios. Foram avassaladores. Eu até fiz um vídeo animadíssima. Até postei no meu instagram: só seguir @dearmoonblog. Fica a dica. A segunda etapa foi a partir do terceiro episódio. Esse drama tem uma dinâmica diferente. É curto, sendo composto de apenas sete episódios. É o primeiro drama resultado de um projeto novo da OCN que se chama OCN original dramatic cinema. Enquanto você está assistindo parece até que você está vendo um filme no cinema. Os sons das osts, principalmente nas partes de suspense eram muitos legais, bem evidentes e reais. Sendo uma mistura de cinema e televisão. Bem inovador. Nos dois episódios senti bastante a diferença.

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No entanto, apesar de todo esse investimento, eu senti que estava em queda livre a partir do quarto episódio. O que foi uma pena, pois eu esperava bastante de Trap L. Por volta desse episódio, já vimos que tinha muito suspense para nada e que um game of thrones coreano estava em execução. Não tenho problemas com mortes, desde que façam sentido e sejam bem fundamentadas.

No quinto episódio, aconteceu o principal plot twist desse drama. Eu sou a louca dos plots twists, mas esse não me convenceu. Não me empolgou. É uma opinião muito pessoal, mas não curti esse plot twist. Mas, com muita boa vontade, era aceitável por se tratar de uma idéia inovada (vou citar no spoiler abaixo) a idéia do roteirista, mas foi nesse momento que vimos o enorme despreparo da equipe. A maneira como tanto o quinto, sexto e sétimo episódios foram conduzidos foram desanimadores. A cada novo episódio mais e mais decepções. Expectativas com relação a alguns personagens foram extremamente em vão.

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Frustração definiu. Esse é um problema que vejo em alguns dramas. Deixa a desejar e muito quando se trata de sustentar uma estória. De fazer você acreditar naquilo. A equipe pensou que estava escrevendo uma estória para crianças, o qual poderia enganar com qualquer coisa. Ou “vamos terminar com isso ai que dá certo”. No sétimo episódio, você só queria que acabasse logo. E acabou de forma ridícula. Aberto e sem sentido. Pensei que teria uma segunda temporada, mas fui informada que não terá. É aquilo mesmo.

Você pode pensar, mas não teve nada bom? Teve sim. Como já citei a qualidade das imagens. A atuação dos atores foi impecável. Tanto o Lee Seo-Jin como o Sung Dong-Il estavam perfeitos. As OSTs instrumentais também estavam muitos boas.

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No entanto, não recomendo esse drama. Foram 7 horas da minha vida que eu poderia está assistindo outro drama, ou fazendo qualquer outra coisa.

Minha nota? 7 no mydramalist. Não vale mais que isso. Sorry not sorry.

Com relação à OST, ainda não a encontrei. Assim que encontrar, uparei aqui.

Videozinho do que poderia ter sido hino:

Até a próxima. ♥

SPOILER

Trap como o próprio nome já diz trata de armadilha, e consequentemente, de caça. Nesse drama somos apresentados a uma espécie de clube de caçadores. Pessoas do auto escalão que tinham como hobby caçar e matar pessoas.

Algo inovador, de certa forma interessante, mas então, por que esse drama deixou bastante a desejar?

Trap teve uma proposta ousada. Qual era? O serial killer seria o Kang Woo-Hyun, o apresentador gente boa que parecia inofensivo para a família e para a sociedade que o cerca. Um personagem que não “imaginávamos” que fosse capaz de assassinar tanto a sua esposa como o filho (como ele mesmo falou “não era meu filho”). O seu objetivo com isso seria conseguir se tornar um político com a ajuda dos caçadores. Com esse enredo de coitado para o público, mas de matador para o “clube de caçadores” ele iria mostrar que estaria apto para qualquer parada. Em outras palavras, ele usaria essa “estória” para alavancar a sua carreira política. No entanto, mesmo depois desse plot twist ter sido revelado, não empolgou. Sabe aquele plot twist arrasador? Não foi. O por quê? Além de achar que o

“segredo” foi revelado cedo demais, ainda no quinto episódio. Não achei que o roteirista tenha construído uma imagem forte do Kang Woo-Hyun para que realmente o odiássemos e tivéssemos tamanha surpresa. Eu me senti bem “Ah. É ele? Ok”. Depois que ficamos sabendo disso, o drama não prendeu mais. Deveria, mas não prendeu.

Motivo?

Principalmente por causa do comportamento da polícia. Esse é o ponto de partida para situações irreais e que foram cruciais no desenvolvimento do drama pós plot twist.

Desde o início somos apresentados ao Ko Dong-Kook, que é tido como um detetive experiente e muito bom em sua função. Para a investigação desse caso, a Yoon Seo Yeong (Im Hwa Young) é escalada para atuar juntamente com ele. A Yoon Seo Yeong é uma profiler/professora que trabalha com psicologia forense. A estória deles foi marcada por momentos característicos tanto na primeira como na segunda etapa. Na primeira etapa foi interessante acompanhar como o Ko Dong-Kook não acreditava muito nisso de psicologia forense (e serial killer) e começou a simpatizar com a Yoon Seo Yeong. Como eles construíram uma amizade legal. A segunda etapa foi marcada por erros inconcebíveis, principalmente por policiais “tão experientes”. Na verdade eles passaram por um processo de cegueira até encontrar o real culpado pelas mortes. Para mim durou muito tempo para identificar o tal “ponto cego”. Mas, isso é compreensível.

No entanto, o que é incompreensível é como policiais tão experientes dizem tudo o que sabem na cara de um serial killer e o ameaçam? Acharam que iriam jogar que sabem de tudo na cara dele e ficaria por isso mesmo? Nem em drama dá para aguentar isso. Após um desses momentos de loucura, a Yoon Seo Yeong sofre um acidente e fica entre a vida e a morte. E então nós fomos apresentados a mais um momento constrangedor desse drama. O Kang Woo-Hyun vai visitá-la no hospital e bem tranquilamente a mata. Foi óbvio que a Yoon Seo Yeong sofreu uma tentativa de homicídio, mas não havia nenhum policial no quarto acompanhando o Kang Woo-Hyun nessa visita. Foi ridículo. Sem falar que não houve nem um suspense para a cena. Eu só fui perceber que ela tinha realmente morrido naquele momento quando nos minutos finais aparece uma “irmã gêmea” e o Ko Dong-Kook faz uma cara de bobo e fala uma frase bem clichê, algo do tipo “Não venha para perto de mim, eu não consigo proteger ninguém que gosto”. Ainda bem que isso aconteceu no final do sétimo episódio.

Enfim… Palhaçada. Deu raiva.

O final foi bem sem sentido. O Kang Woo-Hyun estava livre leve e solto tramando as suas maracutaias.

Enfim, trap tinha tudo para ser aquele drama maravilhoso, mas não foi.

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