24/10/2021

Resenha: Romance is a Bonus Book

— Analise Crítica por Aline Silva —

Ficha Técnica:

Diretor: Lee Jung-Hyo

Escritor: Jung Hyun-Jung

Rede: tvN

Episódios: 16

Data de lançamento: 26 de janeiro a 17 de março de 2019

Idioma: Coreano

País: Coréia do Sul

Sinopse: Cha Eun-Ho (Lee Jong-Suk) é um escritor genial e o editor-chefe mais jovem de sua editora. Ele é inteligente e bonito. Ele também é moderado no trabalho mas, tem um coração caloroso e uma personalidade razoável.

Kang Dan-Yi (Lee Na-Young) costumava ser uma redatora popular mas, ela não é mais. Ela está agora sem dinheiro e desempregada. Mesmo que ela tente encontrar um emprego, devido a sua carreira impressionante e excelente formação educacional, ela é incapaz de encontrar um novo emprego. Finalmente, Kang Dan-Yi consegue um emprego em uma editora mentindo sobre seu passado. Cha Eun-Ho é o editor chefe dessa editora. Eles começam a desenvolver sentimentos românticos um pelo outro.

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Minha opinião!

(Pode conter spoilers de leve)

Eu sei que Romance is a Bonus Book acabou faz um tempão mas, como eu comecei a assistir esse drama apenas para escrever um textinho e eternizar em nosso site, não poderia deixar de comentar sobre. Então, vamos deixar de lero lero e vamos falar sobre esse drama que tem como plano de fundo um romance?

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Antes disso, gostaria de comentar que esse drama foi o último do Lee Jong-suk, antes do ator ter se apresentado ao exército. Então, na época do lançamento, além da comoção natural do drama ser dele, ainda tinha a expectativa pelo tempo que o ator ficará ausente.

Como o próprio título diz, esse drama tem o romance como um plano de fundo. Dentro da estória, é um bônus mesmo. Pelo menos para mim. E vi que várias pessoas acharam o mesmo. A estória se desenrola em torno de uma editora de livros e várias situações que podem acontecer nesse tipo de indústria. Durante o drama iremos sendo apresentados aos problemas que podem surgir, desde a elaboração do livro ou até mesmo com o material já pronto.

Somos apresentados a situações onde os livros devem ser descartados por algum motivo ou o autor tem medo da frustração, ou seja, de que o seu livro seja um fracasso. O caso da patricinha aluada, que em um descuido erra a biografia do autor e tem que colar adesivos em todos os exemplares (Eu ri muito nessas cenas). Claro que não poderia deixar de rolar os probleminhas entre os funcionários, isto é, as relações humanas que amamos mas, que são bem complexas. E esse drama nos mostrou claramente.

Então, prontos para viajar nas estórias dos personagens desse drama leve, divertido e cheio de ensinamentos?

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Como já citei anteriormente, a estória do drama se desenrola dentro de uma editora de livros.

O casal principal é composto pelo Cha Eun-Ho (Lee Jong-Suk) e pela Kang Dan-Yi (Lee Na-Young). Eles são amigos de infância. O Eun-Ho é apaixonado por ela há muito tempo mas, o medo de confessar seus sentimentos faz com que ele o esconda e a ame em silêncio. Enquanto o Eun-Ho é um profissional bem sucessido, a Dan-Yi é a típica protagonista que se lasca por demais.

Nossa mocinha se casa com um sujeito infiel, tem uma filha, come o pão que o diabo amassou mas, tem uma personalidade forte, inteligente e é muito esforçada. Os dois vão acabar se apaixonando. Por ironia do destino (Lê-se: falta de grana mesmo), a Dan-Yi vai morar na casa dele e eles começam um namoro escondido. O motivo? É porque ambos trabalham na mesma empresa. Hahaha. Mas, cá entre nós, proibido é mais gostoso, né? Ui, safadenhos.

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A Dan-Yi foi uma das personagens que mais gostei nessa estória. Confesso que foi quem me segurou a terminar esse drama. Lembro claramente dos primeiros episódios. Eu fiquei encantada pelo roteiro (falas) da sua personagem. Os diálogos são lindos, principalmente para quem é mãe, para quem está tentando voltar para o mercado de trabalho. É muito tocante e demonstra como nós podemos escolher algo hoje mas, amanhã podemos mudar de opinião. Que todo recomeço é válido. Que não existe idade para recomeçar. “Se eu viver 80 anos, eu ainda não cheguei nem a metade da minha vida”. No caso dela, ela abdicou da carreira por causa do casamento mas, depois que o seu casamento acabou, ela tenta uma nova colocação no mercado de trabalho.

Anteriormente, ela era uma redatora de sucesso, tinha vários diplomas e era muito respeitada em seu trabalho. Agora ela participa de várias entrevistas mas, nunca consegue sucesso em cargos mais altos, principalmente pelo tempo que ficou fora do mercado de trabalho. Sempre é tida como velha, desatualizada. A cena dela tendo que omitir que tinha os certificados dos cursos também foi de cortar o coração. Infelizmente, é uma realidade atual no Brasil.

Diante disso, como ela nunca passava nos empregos com melhores qualificações, ela omite que tinha tais qualificações e tenta um tipo de apoio (popular faz tudo) na empresa do Eun-Ho. E só assim ela consegue a vaga. Mas quem pensa que ela se abate com isso, está errada. É legal ver como ela se sente feliz em está trabalhando, se sentindo útil, mesmo em uma posição aquém para a sua qualificação. Inicialmente, não sabemos que ela é uma profissional tão boa. Mas no decorrer do drama ficamos sabendo disso e muito mais. Até porque, ela vai dando demonstrações que é uma profissional diferenciada. Ganhadora de vários prêmios.

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Se o assunto é romance, o que está faltando? Sim. Esse mesmo, o que vai disputar o coração da nossa mocinha, ou seja, “atrapalhar” o romance. O Ji Seo-Joon que é interpretado pelo Wi Ha-Joon. Ele entra na estória como um designer renomado. Inicialmente, pensávamos que ele tinha entrado apenas para um triângulo amoroso meio sem graça, disputando o amor da Dan-Yi mas, depois percebemos que é mais que isso. Ele começa até a trabalhar na empresa para tentar chamar a atenção dela mas, graça aos deuses dos dramas, isso aconteceu durante poucos episódios. Definitivamente, foi melhor não ter embarcado em romances desnecessários e focado no pessoal da editora. Acho que esse roteirista escutou o meu clamor lá na Coréia. Hahaha.

O Seo-Joon e o Eun-Ho desenvolvem meio que um bromance, o que rende umas cenas, digamos, “fofas”. A conexão dos dois é proposital e vai reservar uns momentos emocionantes nos dois últimos episódios.

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E o que falar do núcleo da editora, né? Eu amei o núcleo da editora. Lá, somos apresentados aos mais diversos personagens. Então fica totalmente sem monotonia. O presidente viúvo de coração mole mas, que tenta se mostrar rígido e focado na venda dos livros. A gerente que abdicou da sua vida amorosa para se dedicar ao trabalho, o que era o oposto da Dan-Yi. No caso dela, vimos a frustração do superior que não aceita que a sua subordinada tenha um bom currículo e usando a desculpa de que ela mentiu, a acaba demitindo-a. Ou, da patricinha que tem o seu primeiro emprego e que é a rainha das trapalhadas. Nos dois últimos casos, as duas personagens crescem muito e nos mata de orgulho com a evolução de ambas. Além da patricinha, há o outro contratado, o que nos rendeu muitas gargalhadas. Casal mil.

Além deles, ainda conhecemos o casal que trabalha junto e que o drama mostra como o trabalho pode acabar atrapalhando um relacionamento. Tivemos poucas cenas apenas dos dois juntos mas, teve uma cena que foi bastante interessante, pois acaba demonstrando como os relacionamentos podem chegar ao fim. Tem também os que vão acabando aos poucos mas, tem outros que acabam com uma ação. Mas foi interessante ver o final deles, que pelo menos pelo que entendi, estavam tentando retomar a vida a dois.

Amei esse casal e todo o núcleo. Cata foto de todos os fofos!

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Mas como nem tudo são flores… Eu deixei um espaço especial para a Song Hae-Rin (Jung Yoo Jin). A minha personagem injustiçada. Todo drama tem né, gente? 🙁 Eu achei uma pena que a maior parte do drama ela estivesse chorando por um amor não correspondido. Ela merecia mais. A sua personagem era de uma mulher inteligente, forte e que trabalhava muito. Mas nem tudo foi perdido. Gostei bastante do seu final.

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Saindo da questão dos personagens e indo para a realidade, não posso deixar de comentar sobre a aparência e escolha da atriz. Um ponto que chamou a atenção de várias pessoas, pelos tópicos em grupos do Facebook, foi a questão da protagonista ser mais nova que o protagonista.

Isso aconteceu porque a perspectiva do drama é que fosse um “noona romance”, mesmo que o drama não tenha focado no romance e eu tenha gostado disso. Confesso que em questão de romance, as cenas para mim foram um pouco como xoxas. E não acho que seja por causa da atriz mas, sim, por causa do ator. Com relação à escolha da atriz, eu gostei bastante. Vi que ela não fez tantos trabalhos mas, achei a atuação bem satisfatória.

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Pontos positivos do drama:

  1. O roteiro desse drama é muito bom. Gostei bastante.

  2. A atuação de 95% do elenco foi muito boa. Os secundários foram um show a parte.

  3. Os temas abordados (inserção da mulher mais velha no ambiente de trabalho, recomeço da vida amorosa, dentre outros) foram bem interessantes, demonstrados de forma leve, do jeito que esse gênero sugere e que o público gosta.

  4. A OST é muito bonita.

Pontos negativos:
1. A atuação do Suk. Mais do mesmo, né? Tudo normal. Além disso, eu tive a impressão que em certos momentos achavam que a carinha bonita era suficiente. Achei o roteiro dele fraco em alguns momentos. Os roteiristas foram sacanas. Além disso, eu acho muito brega aquelas cenas fazendo coração com a cabeça e biquinhos.

2. Eu sei que o foco do drama não era falar sobre a filha da prota, mas foi muito estranho citar a menina apenas três vezes durante o drama todo. Imagina que maravilhoso seria se a filha dela aparecesse, pelo menos uma vez. Ficamos sabendo que a menina morava em outra cidade e só. Nunca iria visitar a mãe. Foi muito estranho. E outra, seria uma quebrada de tabu legal.

3. A roupa dos personagens. Gente, que breguice era aquela? Alguém avisa para o figurinista que o ano é 2019 e não 1989. Cada roupa mais feia que a outra.

Onde assistir: Netflix, Kingdom fansubs, drama fansubs.

Nota: 8.0.

Até a próxima. <3

SPOILER ABAIXO

Nesse drama é demonstrado de maneira leve o mal do Alzheimer. O escritor, que o Eun-Ho tinha os direitos autorais da sua obra e que todo mundo pensava que abandonou a carreira, na verdade tinha mal de Alzheimer e quem tomava conta era o Eun-Ho. No final, ficamos sabendo que o Seo-Joon era filho dele. Ele sabia que o seu pai era o escritor famoso mas, ele não sabia que o pai tinha Alzheimer, então ele pensava que o pai simplesmente não se interessava por ele.

Aqui, eu gostaria de fazer duas considerações:

1) No drama foi demonstrado como a opção egoísta da mãe (de criar o filho sozinha) fez com que o filho não convivesse com o pai. Essa privação não é legal de jeito nenhum, ainda mais quando o pai queria participar. Tanto que, em uma cena aparece ele repetindo a data de nascimento do filho, pois ele não queria esquecer. Como forma de eternizar, ele acaba usando como titulo de um famoso livro seu.

2) Achei muito triste que o Seo-Joon não tenha tido a oportunidade de ter falado um “oi” ou “tchau” para o pai em vida. Foi triste ver que quando ele chegou onde o pai estava, ele já tinha morrido. Sei que a situação dele era complicada mas, se acontecesse comigo, eu gostaria de ver meu pai vivo. Os roteiristas foram bem cruéis, né? Mas eu entendo, era episódio 16, então tinha que encerrar a estória de qualquer jeito. Sei que diante da situação do pai não faria nenhuma diferença mas, eu fiquei com um sentimento de “poxinha”. Hahaha.

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