24/10/2021

Hi Bye, Mama! Além do romance

Que lições Hi Bye, Mama! Nos passou no decorrer da trama? Assistindo ao drama, percebi que para poder entendê-lo, nossa empatia precisa estar carregada 100%, caso não, vamos focar em coisas supérfluas e não entender o que realmente está em nossa cara e julgar ações de pessoas que não estão mentalmente estáveis e que precisam de ajuda. 

Deixando de lado toda questão do drama #FicaYuri #VaiYuri, eu quero levantar algumas lições que o drama quis passar e que me tocou no decorrer dos episódios. O que precisamos entender é que, o foco de “Hi Bye, mama!” Não é a questão se a Yuri vai ficar ou não, e sim nos fazer lembrar uma coisa que todos nós já sabemos, mas acabamos esquecendo devido a nossa vida ocupada. “VIVA O HOJE, POIS VOCÊ NÃO SABE O DIA DE AMANHÔ. 

Chegou o episódio dezesseis e finalmente descobrimos se a Yuri ficou ou não, está curioso né? Mas eu não vou contar, texto sem spoiler. 

“Hi Bye, mama!” Conta a história de uma mãe chamada Yuri que morreu e virou fantasma, e que depois de quatro anos ela tem a chance de voltar a vida por 49 dias para ficar ao lado da filha. A morte dela foi algo bem abrupto e quem ninguém esperava, claro que ninguém espera uma morte, muito menos no caso dela, ela estava grávida e preste a dar a luz. Isso mudou a vida de todos ao seu redor de uma forma tão grande que parecia que dificilmente poderia ser revertido. 

Com o passar dos episódios, a roteirista foi pontuando algumas coisas que se cravaram no coração e na mente de cada um que estava assistindo, começando pelo o nome dos episódios que era um tiro atrás do outro (Episódio 3 – A beleza da vida só e notada após a morte). 

O primeiro ponto que percebi que a roteirista nos trouxe foi, as formas de luto, como cada um reage de uma forma diferente, a única coisa que eles têm em comum é a perda de alguém que ama muito. 

Como vimos, o Kang Hwa sofreu demais com a perda da Yuri, tentou se matar, entrou em depressão, ficou com fobia de sala de cirurgia. Ele recomeçou uma nova vida, mas não se recuperou cem por cento do seu luto e isso atrapalhou demais na sua vida atual. A família da Yuri resolveu cortar os laços com a única lembrança que eles teriam da filha, Seo Woo e Kang Hwa, com o decorrer dos episódios descobrimos que eles quiseram dar espaço para o Kang Hwa reconstruir sua vida, mas como vimos, essa não foi a melhor a solução.

A mãe de Yuri ia ao templo orar para que tivesse mais uma oportunidade de falar com a filha, esse foi o método que conseguiu achar para tentar superar seu luto. Mesmo não tendo contato com a neta, ela a observava de longe e a acompanhava pelas redes sociais, acredito que isso foi um dos motivos para manter sua sanidade com relação a perda.  

Hyun Jung (amiga de Yuri) foi uma das que mais conseguiu lidar com o luto, e ela inclusive incentivou o marido de Yuri a seguir em frente. Cada um tem sua forma de lidar com o luto, errada ou não, cada um tenta fazer o que pode para superar a dor. 

Falando sobre formas de luto, o episódio 12 (Quando me esquecerem) falou sobre mudança e pude perceber que a mensagem passada nesse episódio foi, como a mudança pode nos ajudar a superar traumas e mágoas, quando decidimos seguir em frente, precisamos fazer algumas mudanças em nossa vida. Kang Hwa decidiu se abrir para outra pessoa, amar de novo, casar de novo, mudar alguns hábitos para assim poder superar em parte seu luto. Yuri falou uma frase bem tocante nesse episódio que ficou na minha cabeça: “Ao longo da minha vida, eu acreditava que nada ao meu redor mudaria. Porém, mesmo quando eu estava sendo esquecida, o mundo continuava girando e muitas coisas estavam mudando”.  

Sei que muitas coisas estavam erradas com relação ao comportamento de alguns personagens, mas a minha intenção nesse texto não é julgar suas ações e apontar o dedo, mas sim compartilhar o que consegui tirar de aprendizado para a minha vida. 

“Hi Bye, Mama!” Focou muito nas coisas simples da vida, que você não precisa ter tudo para ser feliz, às vezes as coisas mais banais é que são mais importantes. Um exemplo bem retratado foi a relação dos dois fantasma, o que era motorista e o que era o chefe, os dois morreram juntos em um acidente de carro e desde então se faziam companhia vagando pelo mundo, a família do motorista ia sempre ao seu memorial, faziam orações e cuidavam bem, o chefe tinha o memorial  maior e ornamentado, mas sua família nunca ia visita-lo, o contrato de renovação estava vencendo e sua família não apareceu. Ele sempre falava coisas duras para seu motorista e fazia questão de reforçar que era rico e que tinha muito bens, então uma das fantasmas falou pra ele: “Você já está morto e nada disso importa mais”. Não estou querendo dizer que ter bens materiais é errado, mas se você se apegar demais a isso e esquecer que tem pessoas ao seu redor e que tem uma vida e que por sinal é muito curta e precisa ser vivida e que precisa aproveitar todos os momentos possíveis, de nada vão valer seus bens quando você estiver morto. 

Nos últimos episódios vimos como as pessoas que ficam, às vezes tem sensação de culpa de seguir em frente, perder alguém sempre é difícil, mas quem fica precisa seguir com sua vida, precisa vivê-la ao máximo por aquele que não pôde. Eu achei muito legal como a roteirista abordou esse ponto no drama, eu li muitos comentários que falavam que a Yuri era besta por não fazer nada, que ela tinha que ir lá e pegar o marido e a filha de volta entre outras coisas, o ponto não era esse, ela assumiu sim, que ver o marido com outra a deixou triste, mas que doeu muito mais vê-lo triste e sofrendo do que feliz com outra pessoa. E o momento inteiro havia diálogos de pessoas falando pra ela, “mas você não está com raiva? Seu marido casou, e agora você está aqui e precisa tê-lo de volta”, e Yuri a todo o momento falando que estava agradecida por ele ter seguido em frente e ela falou isso inclusive pra ele. 

 Kang Hwa se culpava pela morte da Yuri e junto a isso, ele se culpava por seguir em frente, mantinha tudo para si e não se abria para sua atual esposa, podemos ver o quanto sentimentos mal resolvidos podem prejudicar não só nossa vida, mas como a daqueles nos cercam. 

Se você esperava briga entre mulheres, devo lhe dizer que veio ao drama errado. É o primeiro drama que assisto dessa roteirista, mas me falaram que ela não cria vilões, e eu simplesmente adorei ela não personificar a madrasta como uma pessoa ruim, muito pelo contrário, ela retratou a Min Jung como uma mãe. Em um diálogo entre Yuri e Min Jung, a Min Jung contou como as pessoas veem as madrastas como maus olhos, começando pelos contos de fadas, eles sempre as retratam como pessoas más. No outro dia Yuri chegou na escola recolhendo os livros de contos de fadas e falando que esse tipo de história não deveriam ser contada para as crianças e que madrastas acima de tudo são mães, e esses tipos de livro as condicionam pensar diferente.  

A questão dessa explanação? Isso mesmo que você está pensando, o drama levantou a bandeira da sororidade, para quem não sabe, a essência da sororidade é a união entre as mulheres. Então, praticar a sororidade também é parar de sustentar ideias que incitam a rivalidade do gênero feminino. Isso foi tão bem explicitado nesse drama, que eu não tenho palavras para expressar. Em nenhum momento vimos Yuri e Min Jung brigando e disputando por causa da Seo Woo ou Kang Haw, muito pelo contrário, depois da descoberta que a Yuri estava viva, as duas se entenderam e se apoiaram. Min Jung perguntou para Yuri porque ela não a odiava, ela então respondeu: “Ainda bem que ela é a mãe da Seo Woo. Era o que eu pensava todos os dias”. Esse apoio entre as mulheres é muito importante, já vivemos em uma sociedade que automaticamente cria essa disputa entre nós, então precisamos nos apoiar e mostrar umas as outras a maneira certa. 

E por fim, a mensagem que estava a cada segundo de cada episódio, viva o hoje, viva sem arrependimentos, você não sabe o dia de amanhã e sua vida é muito curta para se preocupar somente com o amanhã, hoje você dá oi, mas amanhã pode estar dando tchau para sua vida. Min Dong no episódio 14 fala uma coisa que nos atinge em cheio: “Todos os vivos são assim, eles pensam mais sobre o amanhã do que o hoje. Esse é o motivo deles terem vários problemas, suspirarem e se lamentarem muito. Se soubessem que a vida é curta, como você e os fantasmas sabem, não se preocupariam tanto com as coisas”. 

Por hoje é isso pessoal, seu eu fosse escrever tudo que tirei de aprendizado de “Hi Bye, Mama!” esse texto ia ficar bem mais extenso. Mas quero saber de vocês,  que lições aprenderam com o drama? Quero saber o ponto de vista de quem assistiu

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