20/10/2021

OH MY BABY – EPISÓDIOS 5-6

Assistindo aos episódios dessa semana de Oh My Baby, só fez reforçar o que achei desde o primeiro episódio, o drama não é sobre uma mulher que quer loucamente ter um filho e casar, mas sim, uma mulher que quer fazer o melhor para a sua vida, aquilo que ela acha que vai fazê-la feliz.

Ha Ri teve sua imagem novamente julgada, após descobrirem sua identidade e onde ela trabalha e foi rotulada como a “a moça do esperma”, e nesses episódios, vimos como o ser humano pode ser ainda mais escroto, quando aqueles homens a pararam e a reconheceram e ficaram fazendo chacota de sua situação, e ela o tempo inteiro tentando dizer que não fez nada de errado e que é a vítima da situação.

As cenas do Yoon Jae com a filha foram tudo pra mim, ele se escondendo para que a professora da creche não o visse, perguntando ao mestre de obras se a filha estava bem, e por último, vimos que ele não aguentou e foi pegar a criança na creche e deixou do seu lado enquanto trabalhava, isso sim é um exemplo de PAI SOLTEIRO.

A cena da diretora Shin tirando o leite no escritório, me surpreendeu, não passou pela minha cabeça que ela teria um bebê, muito menos dois filhos, e tenho certeza absoluta que essa foi a intenção, filho não atrapalha em nada a competência da mulher, parem com esses pensamentos machistas, obrigada roteirista. E claro que não deixou de ter a fala de sempre dos gestores machistas, se vai dar conta de cuidar da empresa depois de ter um filho, meus olhos se reviraram nessa hora. A dualidade dela no momento em que atendeu o marido, foi bem engraçada, ela mudou completamente e vimos outra diretora Shin. Espero que se tenha responsabilidade nas próximas cenas, afinal, é um papel bem representativo para a nossa sociedade e principalmente para a sociedade coreana.

Sobre o ship? Ai gente, olha, acho os três bem chacota, algumas falas bem nada a ver. O Choi Kang se vangloriando porque produz 10x mais esperma, e convenhamos né gente? Esse moço é uma porta, acho que não poderiam infantilizar mais o personagem dele. Yi Sang começou de um jeito, agora já está de outro, (ranço a primeira vista inclusive), me julguem. O Yoon Jae já quer que a Ha Ri case com ele e pronto. Estou tentando relevar que é uma comédia romântica e por isso tem essas falas e jeitos bem exagerados. Mas eu estou “shipando” com o Yoon Jae porque foi o único personagem que me cativou e eu sinceramente gostei da história dele e do pai que ele é.

Ponto positivo: apesar de ser uma comédia, Oh My Baby está trazendo temas sérios com responsabilidade, pelo menos até aqui, espero não me decepcionar mais tarde. E não faz chacota disso para que a situação fique pior do que já está, e isso pra mim é um positivíssimo, afinal, roteiristas tem responsabilidade social quando vão retratar um tema. E maternidade e a volta da mulher para o ambiente de trabalho, é um tema muito sensível para as mulheres e que precisa ser debatido e mostrado na tela, de forma correta.

Ponto negativo: tem umas cenas tão sem graças nesse drama, que as vezes eu me pergunto por que estou vendo aquilo, meu ponto forte não é comédia romântica, e faz tanto tempo que não vejo uma, que não sei se as cenas são normais ou o roteirista quis exagerar naquilo mesmo, não estou dizendo que o drama é ruim, senão, já tinha dropado, mas realmente vi que aquelas cenas não estivessem ali, não iam fazer falta.

Moral da história: a roteirista Noh Seon Jae está escrevendo o drama com base em sua experiência como jornalista de uma revista sobre crianças, e também utilizou dados de uma pesquisa realizada com mulheres entre 30 e 40 anos e é por isso que esses temas estão sendo trazidos com tanto cuidado e que reflete as preocupações reais das mulheres. Talvez seja por isso que audiência na Coréia não ande bem, dói tocar na ferida né? Não querem expor a realidade das mulheres, para assim poder se criar um debate de como melhorar o ambiente de trabalho e a sociedade com relação ao tratamento dados a elas.

E assistindo os episódios de ontem, me pergunto se realmente ela vai ficar com o alguém, já que o foco é ter a criança e ela só estava atrás de casamento porque achava que essa era a única forma de se ter um filho. “Não posso ter um bebê sem me casar?” fica aí a dúvida.

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