27/11/2021

FIX YOU – EPISÓDIOS 13-16

Depois dos episódios da semana passada, tentei focar realmente no que interessava para poder conseguir assistir o drama até o ultimo episódio, mas não deu para ver a Woo Joo sofrendo tanto por 3 vezes, foram 3 vezes gente, no decorrer dos dois episódios. E não vimos progresso de seu estado mental, só surto atrás de surto e sensação de abandono por todos. O drama chegou a sua metade e não me apresentou algo significativo para a vida da personagem, só tratando o seu sentimento por Si Joon como transferência e ele em uma situação pior ainda, tentado se esquivar de todas formas, a roteirista criou uma rede tão embaraçada que não vejo como algo responsável sair dali no final.

Como sabemos, a Woo Joo foi abandonada por sua mãe biológica, e após 6 anos estando com sua família adotiva, sua mãe adotiva a devolveu para o orfanato. Ela sente que o problema é ela, que é um monstro e que a qualquer momento todos a sua volta vão lhe abandonar. Esse episódio foi muito pesado, foi bem difícil ver seu desespero tentando encontrar sua mãe adotiva que se mudou sem lhe contar para onde foi, e quando ela a encontrou, foi horrível, sua mãe falou muitas coisas ruins e que só fizeram Woo Joo se sentir pior ainda. Para melhorar, ela descobriu que sua psiquiatra passou o caso para o Si Joon, e se sentiu abandonada novamente. Acreditando que Si Joon seria diferente e que nele poderia confiar, ela ouviu a conversa que ele teve com a diretora do hospital onde dizia que seu relacionamento com o Woo Joo era exclusivamente profissional, obviamente, pela terceira vez, ela teve a sensação de abandono. Eu fico me perguntando se essa roteirista acha que o espectador é masoquista, que gostamos de ver o sofrimento alheio. Havia várias formas dela desenvolver esse romance, sem ser logo no início e expondo a personagem a todo esse sofrimento desnecessário.

Até comecei a entender o dilema do Si Joon, é quase aquele ditado, o feitiço virou contra o feiticeiro, todo a sua atenção e cuidado com seus pacientes, tanto que ele os atende até fora do consultório, acabou sendo interpretado de uma forma errada, por uma paciente que tem um estado crítico de transtorno de personalidade, não que ele não sinta nada por ela, mas esse não é o momento para se ter algo amoroso não enquanto ela se encontra tão doente dessa forma e ele também, que tem lá seus traumas para curar.

Ponto positivo: achei bem interessante mostrarem como os condutores de metrô se sentem com esse trabalho e a crise de pânico faz até com que algum deles chegue a se matar. E como Si Joon resolveu ajudá-los, mesmo eles não podendo comparecer ao hospital, por isso que fico mais indignada ainda com fato de tratarem uma das partes desse drama tão irresponsável.

Ponto negativo: em minha opinião, acredito que esse drama não deveria ter um vilão, não deveria ter briga de poder por diretoria, muito menos entre os médicos. Sabemos que muitos dramas hospitalares tem esse pano de fundo, mas o assunto que está sendo tratado é muito importante e deveria ser o “personagem” principal da trama. Principalmente porque essa briga de poder acaba prejudicando o tratamento dos pacientes, coisa que não dá para relevar.

Moral da história: eu dropei o drama por não corresponder as minhas expectativas, sei que o roteiro é da escritora e ela faz o que quiser com ele, mas acredito que quando se pega temas delicados para trabalhar, precisa-se ter uma responsabilidade social e delicadeza para se abordar o tema da melhor forma possível. E como dizem, se não quiser assistir é só parar de acompanhar, vou seguir esse conselho, para manter minha sanidade mental.

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