26/10/2021

BORN AGAIN – EPISÓDIOS 9-12

Todos os episódios de Born Again foram bem maçantes pra mim, mas eu insisti porque como vi que muita gente estava elogiando, tentei continuar para ver se achava essa parte boa, mas esses episódios fizeram desmoronar o que já vinha desandando. Vou falar sobre algumas observações e depois vou dizer o porquê de eu ter dropado.

Nessa trama todo mundo tem obsessão, a mãe e o irmão do Jong Beom, a escritora com o Ji Cheol, a Sa Bin com seus restos mortais, o Soo Hyeok com psicopatas e agora com o Jong Beom, o Jong Beom com a Sa Bin e com reencarnação. Se eu pudesse renomear esse drama, chamaria de obsessão.

Eu me pergunto se estudante de medicina tem tanto tempo assim, porque o Jong Beom parece que não estuda né? Fica andando para cima e para baixo. Em falar nele, esse personagem não me descia desde o começo, e depois desses episódios é que não me desceu. Ele tem sim traços de psicopatia, a cena na qual ele não queria salvar o cachorro que foi atropelado e sim enterra-lo, me deixou bastante indignada, que criança tem esse tipo de pensamento? E o ápice de tudo foi ele desenterrar os restos mortais criança e enterrá-la em outra lugar, isso mostra total frieza da parte dele, e não venham me dizer que o ato dele foi bonito que não foi gente, qualquer pessoa em são consciência chamaria a polícia para dar uma resolução nisso, “ah, mas a mãe já tinha morrido e ele era o suspeito” quem não deve não teme não é mesmo? E a cara dele olhando a foto dos restos mortais da criança, eu queria dar socão nesse homem, não sou obrigada. Eu queria saber o que a roteirista iria fazer para justificar as ações dele, e sinceramente, acho que ela também precisa de um tratamento viu?

O que dizer da advogada/escritora que tem obsessão pelo Ji Cheol? Você precisa de tratamento amada, isso não é normal. Ela escreveu um livro sobre ele, no qual tem até um poema, eu havia achado estranho que essa mulher defendesse-o com tanto afinco, mas depois eu entendi qual era a da roteirista. “Ele podia sentir a beleza, gostava de ler e adorava música, ele era igual as pessoas normais no início”, vocês viram a dramaticidade com a qual ela falou isso? Eu fiquei pensando: “está de brincadeira com a minha cara né?” Mas a roteirista mais na frente me respondeu que não.

E o promotor? O laranja que caiu de paraquedas nessa história, dá vontade de entrar na tela e dizer “vem cá meu filho, sai disso que é cilada”. Vimos que ele tem um passado um tanto que traumático e quer fazer diferente do pai dele, quer colocar nas grades os caras e maus e agir sem pena, ele é o único que enxerga o real ser do Jong Beom.

Eu tinha dúvidas sobre a função da Sa Bin nessa história, além de ter relação com os dois no passado, claro. E nesses episódios eu descobri qual é, “PASSAR PANO” essa é a única função da personagem. Eu havia dito em outros termômetros que tinha achado estranho ela defender o Ji Cheol com tanto afinco, e sua reencarnação veio a com a mesma personalidade, sempre enxergando o lado bom das coisas, sempre defendendo as pessoas erradas, dizendo que ia ficar ao lado do Bong Jeon até provarem ao contrário, mesmo o Soo Hyeok falando várias coisas, mas Sa Bin atingiu seu auge nesses episódios. “Apesar de não poder sentir a minha raiva, tristeza ou sofrimento, você pode analisar e prevê-los. Isso é que as pessoas chamam de empatia fria. Eu posso sentir sua raiva, tristeza e sofrimento. Isso é o que as pessoas chamam de empatia quente. PORTANTO, NÃO HÁ NINGUÉM NESSE MUNDO QUE NÃO POSSA SIMPATIZAR COM A DOR DE OUTRA PESSOA”, nesse momento, eu peguei meu diploma da vida e rasguei, e certeza que os psiquiatras que estudam psicopatia também devem ter feito a mesma coisa. Afinal, todo mundo pode sentir empatia, só ainda não achou a pessoa certa, essa foi a mensagem que a roteirista passou nesses últimos episódio, “que loucura, eu desenvolvi sentimentos por essa mulher, que aceitou meu lado sombrio”, quis aplicar colírio para desver essa cena.

O que me fez dropar de vez esse drama? Foi o início do episódio 13 no qual a Sa Bin fala que ficou com pena de Cain, que ele deve ter se sentido sozinho depois que matou Abel e foi rejeitado pelos pais, “CAIN ASSASSINOU O PRÓPRIO IRMÃO, PELO AMOR DEUS GENTE!” para mim deu, eu desliguei a TV na hora, esse drama não merecia mais nem um segundo da minha atenção.

Ponto positivo: fica até difícil de achar um, mas se esse roteiro fosse para o lado certo, a gente iria até que ver uns assuntos legais, bem como vemos que relacionamento abusivo não é só amoroso, mas você pode ter um com a sua família também.

Ponto negativo: o drama inteiro, o problema desse drama não é ser confuso e ter enigmas, eu assisti Memorist e fiquei bugada até o episódio 15, isso não impede nenhum drama de ser bom , 365 que o diga, o problema da trama é o conteúdo e como a roteirista está querendo justificar as coisas, psicopatia não existe, a pessoa só ainda não achou a pessoa certa para sentir empatia, o que você sofreu no passado justifica seus atos, obsessão pode ser vista como amor. Isso está dando tão certo que as pessoas estão torcendo pelo Bong Jeon e passando pano para o Ji Cheol, “nossa, ele sofreu tanto, ele é só uma vítima” não gente, OBSESSÃO NÃO É AMOR, o que o Ji Cheol sentia não era amor, ele tinha obsessão pela Ha Eun. Ele não era psicopata, mais um motivo para ele pesar suas escolhas, e ele foi lá e matou uma pessoa e o motivo foi mais doentio ainda.

Moral da história: drama dropado com prazer, sei que muita gente está assistindo e gostando bastante da trama, mas sinceramente, não consigo assistir nem mais um minuto disso.

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