27/10/2021

DINNER MATE – EPISÓDIOS 5-8

Contém SPOILERS que te farão shippar esse casal como se não houvesse amanhã!

“Casais que compartilham refeições todos os dias são mais felizes do que casais que compartilham a mesma cama. É por isso que é importante comer juntos. Cara a cara”.

Que episódios foram esses? AAAAAAAAAAAAA. Ah, esse casal e essa história…

Então, gente. Estou aqui me maldizendo porque não assisti os episódios dessa semana assim que lançaram, mas essa semana foi complicada. Depois que nosso whatsapp foi invadido ficamos atordoadas e fizemos uma reflexão. Decidimos o “hiato” das nossas redes, mas continuar com os termômetros. Além de continuar falando de dramas em nosso grupo exclusivo do whatsapp, pois é o que amamos. Então, vamos lá!

Que eu esperei por Dinner Mate não é surpresa (Leia o termômetro episódios 1-4), e até agora foi uma boa escolha. Pelo que se parece a mistura dos gêneros é característico do drama, e está sendo colocado na maneira certa em 95% dos casos. Nos episódios lançados, vimos que os primeiros amores dos protagonistas voltaram. Como se nada tivesse acontecido. Com o agravante do primeiro amor do Kim Hae Kyung, a Jin Noh Eul, voltar exigindo que se ele estivesse vendo alguém, que deixasse de ver e voltasse para ela. De uma prepotência gigantesca. No caso do Jung Jae Hyuk, primeiro amor da Woo Do Hee, ele acabou por mensagem o relacionamento e foi estudar no exterior. Assim, sem consideração alguém. Talvez mostre algo no futuro para essa decisão? Sim, mas não muda o fato de ter acabado por mensagem e não ter aparecido durante anos. Voltar de uma hora para outra e querer ser aceito novamente sem questionamentos alguns.

No entanto, a Woo Do Hee mandou a real para o primeiro amor: “Eu mudei”. Amei quando ela falou isso. Já falei que amo essa protagonista? É cada pisão que ela dá. Para manter a coerência, não quero que ela volte para o primeiro amor. Ela sofreu muito para esquecê-lo. Por que ela deveria voltar para ele? É notório que ela está a fim do médico. E ele a fim dela. Eles jantaram três vezes, e eles se permitiam ser abertos porque juravam que não se encontrariam novamente, pois era apenas coincidência, mas pelo fim do episódio já vimos que eles irão realmente aceitar que é destino.

“Você sabe mesmo o que é ‘destino’ significa? Você conhece a pessoa em lugar onde você pensou que nunca conheceria ninguém. E você acaba encontrando a pessoa de qualquer maneira, mesmo quando é impossível. E isso faz você pensar que é um milagre. É o que é. Esse é o destino”.

Agora, gostaria de voltar para a citação de entrada desse texto: “Casais que compartilham refeições todos os dias são mais felizes do que casais que compartilham a mesma cama. É por isso que é importante comer juntos. Cara a cara”. No episódio 8 somos apresentados a uma cena de tentativa de suicídio, mas que foi impedida felizmente pelo Kim Hae Kyung. Um senhor, depois de perder a esposa, vai tentar se suicidar e o Kim Hae Kyung o impede no último momento. Posteriormente, esse senhor vai atrás de acompanhamento, e o Kim Hae Kyung fala essa citação que postei no início do texto. A comida, o hábito de se alimentar, é muito importante para os coreanos, tanto é que o relacionamento dos protagonistas vai se desenvolver em meio a esses encontros para jantar. No entanto, nunca tinha pensado sobre a diferente entre comer e dormir para a cultura deles. O hábito de comer tem toda uma preparação. Envolve muito mais do que o simplesmente deitar, para eles. Nunca tinha pensado sob essa ótica. Tanto que sempre falam o “não pule as refeições” “coma direito”. Mais um ponto gostoso desse drama. A reflexão sobre a cultura deles e a nossa.

Tanto que o que faz o Kim Hae Kyung não ir jantar com o primeiro amor é sobre o que isso poderia significar para ela, e como isso não era o que ele sentia mais. Amei essas cenas. Orgulho é necessário para a nossa felicidade e ainda bem que ele percebeu isso, pois percebemos que ele era bem apaixonado e “gado” do primeiro amor. Ser “gado” não é o problema, pois quando amamos alguém queremos agradar, mas se isso não te faz mais bem? Devemos usar o nosso orgulho mesmo, e ele percebeu que o orgulho dele era mais importante do que voltar para ela. O Kim Hae Kyung não percebeu que está apaixonado pela Woo Do Hee! Vocês irão escutar meus gritos quando as confissões rolarem. Mas, antes, teremos as cenas deles se odiando. Porque eles ainda não sabem que se “odeiam”. As cenas dos dois se maldizendo entre eles mesmo, sem saber que estão falando um do outro. Quero esse “descoberta” para ontem também. Até porque, quem estava louco procurando um pelo outro na rua? Hum. Me contem mais.

Sobre a mãe do Kim Hae Kyung, eu quero ver mais sobre. Em um momento ela tenta explicar, mas é cortada por ele. Sentimos que ele tem muita mágoa, pois pelo que deu a entender ela sumiu quando o pai dele faleceu. No momento que ele mais precisava de apoio. Não sabemos o que aconteceu, mas já sabemos que ela não conhecia o marido, pois ela fala que o pai do Kim Hae Kyung sempre foi corajoso. Mas, ele comenta: “É. A pessoa corajosa que você está falando chorou três horas nos meus ombros sem parar assustado. Um homem adulto fez isso”. Outro ponto interessante. Geralmente, os homens não são de demonstrar fraqueza, principalmente frente aos filhos. O pai dele morreu em decorrência de um câncer no estomago.

A diretora é amiga da Woo Do Hee mesmo? Até agora, parece ser amiga de Taubaté. Entendo a questão pessoal x trabalho, mas está estranho aquela relação. Algumas falas estão puxadas.

E o personagem do Park Ho San? Estou amando a vibe misteriosa dele. Espero que tenha uma reviravolta muito grande no personagem dele. Seria muito legal. As cenas dele com a Seo Ji Hye estão ótimas.

Ponto positivo: 1) Estou adorando como Dinner Mate está deixando de lado essa fantasia de primeiro amor. Essa bengala que alguns personagens se seguram para fazer o que bem entenderem e voltarem com a cara mais lavada do mundo. E com isso o drama me ganhou mais ainda. Mostrar uma nova relação pós os “primeiros amores” é essencial, pois é assim que acontece. Sem falar como a protagonista até agora pisou no “primeiro amor” prepotente. “Você achou que voltaria e estaria tudo como antes?”. EU MUDEI. Pisa mais. E como o Kim Hae Kyung também não ficou atrás. 2) Estou adorando também a atuação da Seo Ji Hye e a química do Song Seung Heon com ela. 3) Como a Woo Do Hee se revolta no trabalho. Ela é amiga da diretora. As são até engraçada (o tanto que ela é espontânea é muito engraçado). As cenas dela me rendeu umas risadas a la Romance is a Bonus Book. 4) A OST até agora não tem um defeito. Linda demais e sempre nos melhores momentos. 5) Dinner Mate traz o fã service que queremos e precisamos para esse momento que estamos passando atualmente. Os encontros são “destinados” a acontecer e previsíveis, mas quem se importa? Estou gostando mesmo.

Ponto negativo: 1) Não gostei da cena da paciente. Ele estava a analisando e ela “deu em cima” do médico. Eu fiquei “Ué?”. Entendo que ela poderia estar oscilando entre o certo e errado, visto que ela estava mentalmente fragilizada, mas não gostei. Achei fora do tom. Uma pena, pois a cena da tentativa de suicídio, achei até bem colocada. Estava com receio que puxassem para o cômico, mas não foi para esse tom. Além de que, a cena da tentativa de suicídio veio depois que conhecemos o histórico do Kim Hae Kyung com relação a morte do pai. O pai dele não queria morrer, queria viver. Tanto que o Kim Hae Kyung fala da família do senhor, o encorajando para não desistir. Essa cena foi ótima, a da paciente não gostei. Espero que tenha sido um pontinho fora da curva, pois embora tenha o alívio cômico, espero que esse alívio cômico mantenha entre os atores e só, pois o médico é um psiquiatra, então colocar esse tipo de situação em meio a consultas é desanimador e é errado. 2) Colocaram um personagem para as pessoas falarem que fede. Achei um desserviço total. Colocar ele como alguém desarrumado, que fede. Qual o objetivo desse personagem? Sim, estou falando do personagem do Go Gyu Pil. Ainda não vi funcionalidade para o enredo. Só desconforto.

Moral da história: Mesmo que você se relacione com alguém há anos, jamais pense que você tem o domínio sobre o sentimento do outro. Você não pode e nem deve falar o que vem a mente. O que é dito e até o que não é dito é muito importante e pode causar um impacto gigantesco. O diálogo é a ferramenta mais importante entre um casal. Nesses episódios vimos o que a prepotência dos “primeiros amores” causou nos protagonistas. De um lado uma que achava que poderia falar o que quisesse. E o outro que achou que simplesmente ir era o melhor a se fazer com a desculpa de que “eu pensei que era o melhor para você”. Os protagonistas mudaram e estão tentando recomeçar com novos amores. Que bom, não é?

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