20/10/2021

SWEET MUNCHIES – EPISÓDIOS 3-4

Esse texto não expressa 0.00001% do meu descontentamento com esse drama, seja com o roteiro, interpretação, direção e atuação!

Sabe aquele drama que você não sabe se dropa ou não? Se deixa em stand by ou não? Essa sou eu com Sweet Munchies. A curiosidade não me deixa dropar e nem me anima a querer ver logo assim que sai. No entanto, estou curiosa para saber até que ponto esse roteiro pode chegar. Ladeira abaixo já está faz tempo. Arrisco a dizer que já começou bem abaixo do que se espera de um drama da JTBC a nível de roteiro mesmo. O que é uma pena.

Os episódios 3 e 4 foram recheados de vergonha alheia. As cenas são fracas e cheias de closes errados, embora a embalagem (OST e ambientação, por exemplo) seja bonita. Ou seja, bonito por fora, mas por dentro ainda não mostrou ainda ao que veio de fato. Se for para reforçar mais estereótipo, como eu me sinto até agora, era melhor que nem existisse, mas já que existe, vamos ver até que ponto irei suportar, não é? Depois da ideia do programa com o chefe gay, fiquei com a impressão péssima dos primeiros episódios. No entanto, decidi que iria arriscar (assistir) os episódios dessa semana, pois nos últimos 20 minutos do segundo episódio, vi uma luz bem no fim do mundo. Vi o terceiro episódio e o negócio não anda (e quem me conhece sabe que não ligo e nem gosto de falar que um drama é lento), mas não tem como não dizer que Sweet Munchies anda em círculos. É inevitável.

O terceiro episódio foi daquele jeito. Ela sendo super aclamada por causa do programa, que honestamente, pelo que vimos não era essas coisas. Até o programa dentro do programa era chato. Mas, ok. Vimos que ela, para variar, era super humilhada no trabalho, pois era uma funcionária contratada. Vimos mais close errado e mentira do prota. No final do terceiro episódio, sabemos que ela não pode assumir o programa que ela idealizou. O começo do quatro episódio começa com a Ah Jin chorando porque ela não pode assumir o programa que a ideia foi dela, pois ela é uma funcionária contratada. Então, quem vai assumir? SIM. O chefe babaca que vimos que a humilha (sempre que pode) e que não a chama nem para o nome (se refere a ela com total desprezo) no terceiro episódio. Pois bem. Ela foi até o bar do Jin Sung chorando. Chegando lá, ele a conforta falando que sabe como ela se sente mais do que ninguém, porque. Nesse momento, ele dá uma pausa e a Ah Jin completa: “Porque você é um chefe gay?” E ele complementa “Sim”. Toca uma música fofinha. Comédia romântica, cês sabem, né?

Manas do céu. O que: “Eu sei como você se sente”. Tem com o fato de ser gay? O que ser gay tem a ver com alguma coisa do papo deles? Mais um estereótipo. Dentre tantos. Vocês lembram quando ela falou anteriormente: “Por que toda mulher quer ter um amigo gay”. O jeito que a protagonista fala das pessoas gays é como se fosse algo de outro mundo. Não, amada. São pessoas normais. Seres humanos normais, que possuem falhas também. Honestamente falando, eu odiei a ideia do tal programa gay. Entendo que, como ela mesma fala em algumas cenas, ela gostaria de representar uma parcela da população. No entanto, em muitas falas da personagem percebemos que ela é bem preconceituosa. Não sei se haverá evolução, pois não sei se a pessoa que escreveu está se tocando disso. Outro ponto é o protagonista. Muitas mentiras, as quais irá rolar muita treta. No meio desse rolê, só sobra o que completa o triângulo amoroso, o xx que já está meio que apaixonado pelo Gay de Taubaté. Por sinal, esse ator é quem anda salvando. O personagem até agora é muito bom. Talvez por que ainda não apareceu de fato? Só saberemos futuramente.

Ponto positivo: O drama tem como proposta de representar uma parcela da população. No finalzinho do episódio (já percebi que quem escreve e dirige sabe fazer bem isso, pois o drama fica 58 minutos em banho maria e termina em uma cena que te deixará curiosa), vimos alguns manifestantes falando que o programa era um desserviço, que eles eram contra a homossexualidade. Que não queriam que os filhos fossem ou virassem gays. Um deles carregava até uma placa com 96% dos coreanos são contra os homossexuais. Na cena, a protagonista tenta falar algo, mas antes de conseguir falar algo (pense em uma protagonista sem personalidade), acaba sendo atacada por um líquido (acredito que seja tinta). Apesar dos pesares, a cena foi uma crítica (pelo menos é o que acredito) contra as pessoas que pensam assim.

Ponto negativo: O drama veio com a promessa citada acima, mas em alguns episódios o foco é apenas na humilhação que a prota é submetida no ambiente de trabalho. Isso não é diferente de vários dramas coreanos que foram transmitidos em anos anteriores. A protagonista desse drama é muito caricata, sem personalidade e por horas preconceituosa. Para terminar de acabar com tudo, sempre que rola uma cena vergonha alheia, começa a tocar uma OST fofa e uma cena romântica se desenvolve. Como se dizesse: “Se ele não fosse gay”. Ponto negativo para quem escreveu e quem achou que a ideia de criar um hábito “proibido” fosse interessante. Ah, não podemos esquecer de falar do papel do protagonista também. Até agora, não é nada interessante.

Moral da história: Esse drama se perde em alguns momentos querer fazer chacota de algo tão sério, como a vida das pessoas LGBTQI+. O drama tem uma proposta muito interessante que poderia ser desenvolvido de uma forma totalmente diferente, mas até agora é só desgosto e vergonha alheia em 98% do tempo.

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