27/05/2022

IT’S OKAY, THAT’S LOVE – EPISÓDIOS 1-2

Este texto contém spoiler.

ALERTA GATILHO DE VIOLÊNCIA E SUICÍDIO.

Dá licença que vou falar do meu top 1, It’s Okay, That’s Love é meu drama favorito, porém, tenho sério problemas de memória e não lembro de muita coisa que vi, então decidi assistir novamente e fazer um termômetro dos episódios, será que até o final do episódio 16 ele permanecerá como meu favorito? Veremos, vem comigo e vamos pontuando algumas coisas.

O episódio 1 já começa com o irmão do Jae Yeol saindo da prisão e indo ao encontro dele e atacando-o com um garfo, confesso que foi uma das coisas que mais me chamou atenção quando comecei a assistir, queria saber o que o levou até esse ponto. Hae Soo volta de algum lugar que acredito que seja da faculdade de medicina e então 26 meses se passam.

Hae Soo agora residente de psiquiatria acaba indo no lugar do Dong Min que estava muito “ocupado” dando atenção a esposa que não via há 2 anos, à um talk show para debater sobre mentes criminosas. Óbvio que quem estaria lá seria o Jae Yeol, e o encontro dos dois me incomodou bastante, ele “surpreso” por Hae Soo ser uma mulher e ela perguntou se ele ficou decepcionado com isso , Jae Yeol disse que um pouco porque estava esperando um debate caloroso e que Hae Soo era muito bonita e ele tinha medo se distrair, o meu ranço foi elevado ao nível máximo e o assédio mandou lembranças. Esse “debate” foi um show de horrores, foi praticamente um monólogo porque só ele falava, interrompia e distorcia as falas dela o tempo inteiro, aí eu penso que a chacota pararia por aí, NÃO! Ele ainda insinuou ela era desse jeito (ela finalmente conseguiu ter voz e rebater as investidas dele no debate) porque não tinha um namorado em sua vida, ou seja, mulher precisa de homem para ser “domesticada” ele foi um babaca sem limites e se eu não tivesse visto antes e não soubesse da trama toda, acho que já droparia nesse primeiro episódio.

Os meus dois personagens favoritos nesse drama são Dong Min e Soo Gwang, adoro a interpretação dos dois. Soo Gwang tem síndrome de tourette que é um distúrbio do sistema nervoso que envolve movimentos repetitivos ou sons indesejados, e tenta lidar diariamente com isso que aparece nos momentos mais indesejados, bem como no momento em que ele estava beijando a namorada. Dong Min é divorciado de sua amiga, e sua atual esposa mora nos Estados Unidos, ele tenta ajudar a todos que moram na casa, e a si mesmo. Todo mundo no drama já teve algum tipo de relação, tanto que é o que vai fazer o Jae Yeol abrir a boca sobre um “segredo” mais na frente.

Jae Yeol e Hae Soo acabam se encontrando em uma balada, onde ela encontra um de seus pacientes esquizofrênicos e leva uma bela de voadora dele, meu corpo doeu só de ver essa cena, e então começa uma caçada a esse paciente, com direito a perseguição e tudo, temos então, uma ligação entre os dois personagens.

Surge alguma coisa e Jae Yeol precisa se mudar para casa onde Hae Soo, Dong Min e Soo Gwang moram, que por sinal, é de propriedade dele. É a terceira vez que vejo esse episódio e até hoje não consegui entender o porquê de ele ter que se mudar, pois bem, percebemos que ele tem toque, já que tudo em seu quarto são das cores preta, branca, vermelha, azul ou amarela, quarto muito chique, queria por sinal. A convivência dos quatro é uma turbulência, já que os três tinham uma intimidade muito grande e Jae Yeol parece ter dificuldade para se adaptar. Todo mundo se reuniu para assistir um jogo de futebol e Soo Gwang explica para Jae Yeol a rede de relações de todo mundo, que todo mundo já se pegou ou já se gostou, então ele conta para Hae Soo que viu o namorado dela se agarrando com sua melhor amiga, e é uma confusão muito engraçada, toda vez que vejo essa parte, morro de rir.

Como esse drama tem como pano de fundo a psiquiatria, ao decorrer dos episódios seremos apresentados a problemas psiquiátricos. Nesse primeiro episódio, vimos uma mulher trans que não reage aos espancamentos de seus familiares que não aceitam sua orientação sexual, a cena foi bem forte, seu irmão pedindo para interná-la porque estava doida, me deixou bem revoltada, imagino o que ela deva ter passado e se sentindo culpada, acabou não reagindo e acreditando que realmente deveria receber punição. 

Mais dois casos a bem interessantes apareceram, um menino que desenha os órgãos genitais de quem vê pela frente, seja homem ou mulher, e sua mãe está desesperada para que curem logo seu filho. E uma moça que tem tendências suicidas, ela “fugiu” do hospital e a Hae Soo tentou impedir, porém, a mãe acabou conseguindo levar a filha, e ela se jogou de um prédio e teve várias lesões. Voltando ao hospital, acontece uma cena bem interessante, Hae Soo começa a gritar com a mãe da moça responsabilizando-a pelo o que aconteceu com a filha, e pudemos perceber que ela tem sérios problemas com a sua mãe e acaba também descontando isso em outras mães que vê pela frente. Young Ji então pediu que ela se acalmasse e fosse procurar terapia, o que é bem engraçado, pois Hae Soo acredita não precisar, pois acha que não tem problema nenhum a ser tratado (uma pausa para dar uma sacodida nela) sendo que, ela não consegue fazer sexo e acha que isso é uma obrigação, e isso vem devido a um trauma que teve na infância, tá bom, senta lá Cláudia, que você está perfeitamente normal sim. É como diz o ditado, casa de ferreiro, espeto de pau.

Jae Yeol acaba tendo seu livro plagiado por sua namorada, que por sinal, por seu melhor amigo que passou o arquivo pra ela, o que o homem não é capaz de fazer por uma mulher não? Trai até o amigo de infância.  Uma cena bem interessante foi o Tae Yong pedindo ao Dong Min para tratar um amigo que estava preso que dizia veementemente que o irmão que matou o pai e não ele, me pergunto qual a real intenção do Tae Yong com isso.

Foi “engraçado” ver a conversa entre os dois irmãos “que tal eu te degolar da próxima vez” “ah, pensa que ainda sou aquele que não sabia se defender?”, ameaça de morte estava rolando e o Jae Yeol estava tratando como se dois tivessem combinando de sair para tomar uma cerveja.

E a cena do vinho? Confesso que na primeira vez que eu vi, achei bem legal, mas agora, achei muita estupidez gratuita, certo que o Jae Yeol não é flor que se cheire, mas naquele momento, ele estava realmente “tentando” ser alguém que preste, eu também faria o mesmo, me jogou um vinho de graça na cara? Vou jogar também.

E chegamos a cena dos pais de Hae Soo (achei muito lindo o tratamento que as filhas tem com o pai) e finalmente descobrimos o porquê dela ter uma revolta com a mãe, ela a viu beijando o amante quando era criança, realmente é uma coisa bem pesada para se carregar desde criança.

O ex traíra indo atrás da Hae Soo foi o auge, ele gritando porque queria que ela escutasse, se toca querido. E sempre tem a puxada de braço e o abraço a força, como essas cenas me irritam!

Ponto positivo: difícil viu? Esse roteiro é um mini desastre nesses 2 primeiros episódios. Mas eu gosto muito da amizade do Dong Min, Hae Soo e Soo Gwang, eles tentam superar a adversidade juntos e da maneira deles. Apesar dos desastres, mas sobre os problemas psiquiátricos, achei que foram abordados com responsabilidade, principalmente sobre a mulher trans “uma mulher apanhou dos pais e dos irmãos. Apanhou por apenas um motivo, para ser entendida por aqueles que não entendem. Está com o rosto machucado e a perna fraturada, mas ela diz que entende e quer voltar para a casa. Se ela voltar para a casa, provavelmente apanhará de novo e talvez abra a cabeça. Pode fraturar a coluna em vez da perna desta vez, mas para ela está tudo bem porque são os pais e os irmãos dela. Ela diz que é normal apanhar, então vai apanhar mais. FUJA, É O QUE ESTOU PRESCREVENDO. Se não fugir, não terei escolha a não ser interná-la, já que quer apanhar até a morte. Porque meu objetivo como médica é ajudar meus pacientes. A pessoa que precisa entender primeiro, não é seus pais, e sim, você”. Essa cena foi muito tocante e emocionante, achei que foi muito importante mostrar para a sociedade qual o real problema.

Outro ponto que gostei foi quando Hae Soo fala sobre as pessoas procurarem ajudam psiquiátrica, mostrar que não tem problema você procurar ajuda é de extrema importância não só para sociedade coreana, mas também para o mundo “sempre há esperança, mesmo nos momentos mais sombrios, se não forem mentes fechadas igual o personagem do livro dele e tiverem mentes mais abertas, então quando estiverem de coração partido ou estiverem desesperados, procurem um psiquiatra, ele dará a esperança que precisa para viver”.

Ponto negativo: JAE YEOL vai ser Chernobyl assim lá Backstreet Rookie. Homem grosso, machista e assediador, mesmo sabendo de tudo da história, ainda sim acho que não justifica suas atitudes abusivas, o perfil dele é o típico cara “espinhoso” com ar galanteador, levando em consideração que esse tipo de perfil fazia sucesso lá em 2014. Mas enfim, deixado aqui meu ranço com esse senhor.

Moral da história: todo mundo sem exceção, tem problemas em It’s Okay, That’s Love e vimos isso desde o primeiro episódio, e cada episódio vamos vendo como cada um vai superando seus traumas e evoluindo, até o Jae CHERNYEOL vai ter a evolução dele, mas não precisa ser tão assim né amado?

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