24/10/2021

IT’S OKAY, THAT’S LOVE – EPISÓDIOS 3-4

Esse texto contém spoilers

Nunca pensei eu ia ter tanto ranço da Hae Soo como tive no episódio 3, oh mulher chata e que age parece uma criança. Se você gosta muito de um drama, aconselho não rever porque vai achar um monte de defeitos (risos). 

Começamos o episódio com a bendita cena do vinho, onde Hae Soo age como uma criança, e também age como se fosse a última bolacha do pacote, querendo fazer uma votação para o Jae Yeol sair da casa, mas ele é o dono não é mesmo? Como ele disse, “sei que você está com raiva, mas realmente não sabia que você não sabia o que estava acontecendo”, afinal, quem traiu foi o namorado e não o Jae Yeol.

Por falar em namorado, o que foi essa cena chacota? O cara trai a namorada e a culpa é de todo mundo, menos dele. “foi a fulana que deu em cima de mim”, “foi só uma vez”, “sabe como é difícil para um homem quando a mulher que ele ama não dorme com ele por mais de 300 dias? Mas eu aguentei porque te amo” se isso for amor…  Homens sendo homens. Ele a beijou a força e disse que se recusava a terminar o relacionamento, oh amado, já está terminado há muito tempo. E então ouvimos todo o dilema de Hae Soo com relação a isso e o como seu transtorno de ansiedade se desenvolveu, e como ela via que as pessoas curadas se sentiam bem e pois queria mantê-las ao seu lado para se sentir da mesma forma. O único problema aqui é, ela sempre continuar se recusando a fazer terapia e buscar tratamento, mesmo sendo psiquiatra e sabendo que certas coisas só podem ser superadas com ajuda médica, e ser médica não pode ser levado em consideração. 

“Vamos apenas escutar em silêncio” já disse que amo esses dois?

A partir do episódio 3 pudemos perceber que a personalidade do Jae Yeol muda um pouco, ele passa a ser menos cretino, ele deixa as toalhas para Hae Soo se enxugar, passa a tratar a todos bem melhor, mas não tenho amnesia não viu? 

Uma pausa para falar algo que me incomodou bastante, foi o Jae Yeol virar e falar para uma menor de idade que ela era bonita, e depois quando questionado, ele não achou nada demais, e sinceramente, eu achei essa cena altamente desnecessária, outra coisa poderia ter sido feita para introduzir essa personagem na trama.

As cenas com o Gang Woo continuam sendo de cortar o coração, mesmo assistindo pela segunda vez, ele na luta por escrever seu livro e as agressões sofrida pelo pai, continua me deixando com o coração apertado. A cena do Jae Yeol tratando-o mal quando ele foi procurá-lo após ser agredido pelo pai. Não sei se foi impressão minha, mas o comportamento do Jae Yeol refletiu o comportamento do Gang Woo.  Quando ele estava escrevendo, o Gang Woo ligava para falar sobre o livro, quando eles entraram na briga, o Gang Woo apareceu todo ferido e por aí vai. Agora, percebi como eles focaram nos pés dele nesses episódios, e eu achei bem interessante isso, quem já viu, sabe que vai ser justificado lá na frente.

As brigas que acontecem nesse drama, são as mais divertidas e eu sempre me acabo de rir, Soo Gwang foi pedir o contato de uma menina e o irmão dela não gostou e foi tirar satisfação, e todo mundo entrou na briga, a síndrome de tourette atacou novamente e foi um deus nos acuda.

Gostei bastante da conversa em que eles tiveram sobre o homem que usa algemas, chicotes e correntes no quarto e Jae Yeol afirmando que ele era um pervertido, porém, Hae Soo dizendo que ele só usou vários métodos para expressar o amor dele e que a mulher que precisava de terapia, Dong Min então acrescentou “se não prejudica a parceira dele, não pode chamá-lo de pervertido”. Jae Yeol disse que discordava e que local e método não são o problema, e sim, a questão é se o homem pediu o consentimento da mulher e se ela não quiser, então ele não deve usar nada, se ainda sim ele usa, então isso o torna um pervertido. E eu vou além, isso torna um criminoso. E o mais engraçado é que precisou uma pessoa leiga mostrar isso para os psiquiatras, ai, ai, ai.

Com relação aos problemas psicológicos, fomos brevemente apresentados à um transtorno após o luto, a mãe que cuidava de um bebê “imaginário, vimos como um jovem projetou o seu medo de ser abandonado desenhando as genitálias de todos que via pela frente, vimos também a mania de limpeza de paciente e Hae Soo também fez o processo de dessensibilização com ele, fazendo-o tocar em um papel sujo. E também fomos apresentados ao transtorno de conduta que é um transtorno que envolve um padrão repetitivo de comportamento que viola os direitos básicos de terceiros, geralmente  tem inicio no final da infância e início da adolescência e é mais comum em meninos do que meninas e alguns características são, ser egoístas, não se relacionar bem com as pessoas, não ter sentimento de culpa adequado, ser insensível aos sentimentos e bem-estar alheio, pode mentir e furtar, entre outros.

Entramos um pouco na história do Jae Yeol, onde seu irmão afirma que não matou o padrasto e que sua mãe sabia que foi o Jae Yeol e o acobertou, então, ele vai fazer de tudo para que isso seja revelado e ficou bastante interessado no medicamento que o Dong Min disse que revela a verdade.

Devo dizer que a cena a seguir foi minha morte ahhhhhhh

Ponto negativo: me incomodou bastante o comportamento do Dong Min e da Hae Soo enquanto psiquiatras, eu digo que se encontrasse um psiquiatra que coloca a culpa do meu problema em mim ou em uma sessão agisse como se soubesse de tudo e me tratasse como uma idiota e desdenhasse de tudo aquilo que eu falo, eu ia rodar a baiana, “ah, mas depois eles entenderam  o paciente”, do que adianta? O primeiro contato é essencial e imprescindível para esse tipo de paciente.

Outra coisa que me incomodou bastante, foi aquele velho pensamento, a pessoa certa pode fazer você superar seus traumas, e acho o romance nesse ponto, bem problemático. Hae Soo não consegue ter relacionamentos amorosos, é ciente que tem transtorno de ansiedade, mas ao mesmo tempo diz que não tem problema nenhum e que faz autoterapia e assim vai melhorando. Eu estava vendo um vídeo sobre autoterapia e a psicóloga disse que pessoa que faz autoterapia, sempre vai procurar o caminho mais gostoso e confortável, vai procurar sempre abordagem que é legal e bacana. Aí veio o Jae Yeol e fez o processo de dessensibilização, que é expor o indivíduo gradativamente à estímulos que provocam  respostas de menor magnitude até o estímulo condicionado original. E o que ele fez? Foi lá e tascou um beijo na Hae Soo e ficou falando coisas que estimulasse a quebra da sua “barreira”, primeiro que foi errado beijá-la sem o consentimento, o que cai por terra aquele discurso que ele fez anteriormente, e segundo, a cena de imprensar na parede e pegar pelo braço foram bem agoniantes, aí depois vem e mostra toda a fofura dele, já disse que não tenho amnésia. 

Ponto positivo: não sei bem se é um ponto positivo ou não, mas sabemos que é uma comédia romântica, mas também sabemos que é uma trama que tem como pano de fundo, problemas psicológicos, eles não estão se aprofundando em nada, só nos mostrando o problema, a causa e a “solução” e sinceramente, com base em uns outros dramas que vi aí, já que você quer um romance, retrate ele e não fique fazendo chacota e tratando com irresponsabilidade os transtornos mentais e problemas psicológicos. Pelo o que eu me lembre, não vão mostrar que o amor é a solução, mas que um tratamento contínuo precisa sim ser feito e como é importante ter uma pessoa que lhe entenda e que lhe apoie ao seu lado. Estou passando pano

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