27/10/2021

CONHEÇA ALEXANDRA REID: A PRIMEIRA IDOL PRETA DO K-POP

K-pop é um gênero musical que está encontrando seu caminho para o mundo da música, e a maioria dos fãs não asiáticos o ama devido a suas músicas cativantes e enorme talento.

Como seu nome sugere, K-pop é basicamente a música pop coreana e por padrão será dominada pelos asiáticos do leste da Ásia.

No entanto, Alexandra “Alex” Reid tornou-se a primeira artista afro-americana a quebrar as barreiras raciais ao se tornar a primeira idol preta do K-pop, em 2015.

Seu amor pelo gênero a fez dar o salto gigante, a ex integrante do BP RaNia aproveitou seu tempo na indústria musical coreana.

Ser idol vem com uma grande demanda de trabalho, e o desafio de trabalhar em outro país era presente, mas a fama e o glamour deram a Alex a plataforma necessária para mostrar seu talento.

“Eu entrei no K-pop quando fui recrutada em um estúdio de gravação em LA e voei para a Coréia cerca de uma ou duas  semanas depois”, Alex disse ao NextShark.

“Fui uma fã de longa data do K-pop, mas não persegui uma carreira nela, porque eu não vi nenhum idol que se parecia comigo, então parecia ser um sonho impossível”.

Com tudo o que ela tinha feito, aproveitou a oportunidade para fazer seu nome na indústria musical competitiva da Coréia.

Uma vez que ela entrou no que queria fazer, foi com tudo, mas isso, veio com um preço. Sua vida pessoal e as relações foram afetados por seus sonhos.

“Literalmente, não me questionei se deveria fazê-lo. Adoro trabalho duro, me dedicar e estar sempre tentando melhorar”, disse ela.

“Foi assim que eu soube que era mais do que um sonho para mim, porque amo até mesmo as dificuldades deste negócio, mais do que a segurança de uma vida ‘normal’”, disse Alex. “Sou tão apaixonada pelo sacrifício quanto pela recompensa”.

Há mais para conhecer quando se trata de ser um idol do K-pop, não é tão simples assim. De acordo com Alex, é preciso fazer muitos sacrifícios, treinamento mental e físico.

“O respeito com o qual você se acostuma como humano, é no mínimo, ultrapassado e às vezes completamente pisoteado quando você é um idol.

“Você começa a aceitar coisas que jamais aceitaria na vida, porque você é tão apaixonado pelo que está fazendo, e isso pode ser tornar uma bola de neve”.

Trabalhar em um país estrangeiro e não falar a mesma língua pode ser assustador para qualquer um, especialmente por que a comunicação tende a ser distorcida e facilmente há mal entendido. Além disso, o choque cultural pode demorar para ser absorvido.

“Foi além de não conhecer minha agenda ou o que as pessoas estavam me dizendo para fazer. Foi o ostracismo de não ser compreendida ou percebida”, lembrou ela.

Sabia que estava sendo mal entendida e até sendo julgada erroneamente, e foi um sentimento de luta, como se eu fosse impotente em mudar isso.

“Não importava o quão árduo eu estudasse ou o quão rápido aprendesse, sempre parecia ser um pouco tarde demais. Tive que encontrar um jeito de me sentir “bem” por estar sozinha, e desenvolver um campo de força figurativo ao redor do meu coração para proteger minha felicidade, e eu fiz isso.

Ela acrescentou que estudar coreano é algo que todos os aspirantes não-asiáticos devem fazer antes de se aventurarem em uma carreira na Coréia, pois isso ajudará na transição muito mais rápido do que ela.

Com relação a estar em um ambiente predominantemente racialmente homogêneo, Alex disse que a hospitalidade dos coreanos foi incomparável.

E que sua fanbase também foi muito acolhedora, e que podem enviar desejos de felicidades a ela, instigando-a e encorajando-a, quando ela sentir vontade de sucumbir à pressão de seu novo papel.

Ser a primeira idol preta do K-pop, significava que ela era uma pioneira na indústria, e muitos não asiáticos, agora, tinham alguém em quem se inspirar caso ousassem se aventurar no mundo do K-pop. Sua vitória gerou conversas na indústria de entretenimento coreana.

“Definitivamente, acho que o mundo do entretenimento coreano, está começando a aceitar a ideia de abrir portas para talentos mais racialmente diversos.

“Com o recente aumento no sucesso internacional, faz sentido que mais etnias sejam representadas”, comentou ela.

“Estou incentivando todos os que querem participar de audições, então espero que eles realmente corram atrás disso”.

Hoje, ela está focada em fazer seu nome com sua carreira solo nos Estados Unidos, misturando pop americano e coreano e escrevendo suas experiências em um livro.

“Desde que me mudei, terminei meu álbum, grande parte do qual escrevi enquanto estava na Coréia. Agora, estou focada principalmente em escrever um livro sobre minhas lutas como K-Idol preta, não asiática.

“É completamente honesto e quero esclarecer o que realmente acontece nos bastidores. Planejo lançar o álbum e o livro juntos, porque um dá contexto ao outro, e o lugar emocional em que estava enquanto criava a música”.

Nada de bom vem sem o trabalho necessário que necessita-se fazer. Alex mencionou que ter uma grande ética de trabalho, equilibrada com a paixão e o impulso para o trabalho,eventualmente  acabará por alimentar o tão desejado sucesso que qualquer aspirante a idol espera obter.

Fonte: Face 2 Face Africa.


Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: