23/05/2022

O QUE ACONTECE QUANDO UM ATEU SE TORNA UM EXORCISTA?

Filmes de exorcismo constituem um gênero de terror que tem seu próprio conjunto de clichês e expectativas. Isso é o que torna “The Divine Fury”, uma entrada sul coreana neste campo, uma surpresa tão agradável, mas muitas vezes perturbadora. Quantos outros filmes de exorcismo apresentam um exorcista que é um lutador de MMA com jaqueta de couro que não acredita em Deus?

Yong Hu (Park Seo Joon) é esse lutador, mas seu sucesso no octógono não pode domar seus demônios – tanto metafóricos quanto literais. Seu pai policial foi brutalmente assassinado por um homem possuído por espíritos malignos quando Yong Hu era jovem. Enquanto seu pai estava morrendo em um hospital, o então devoto Yong Hu pediu a um padre católico que orasse por seu pai e o salvasse. Quando a oração falhou, Yong Hu se voltou violentamente contra o padre e deu as costas para a igreja.

Já adulto, sua vida parece garantida. Afinal, ele dirige um Maserati e mora em um apartamento chique. Mas é difícil segurar aquele volante esportivo ou apreciar o design de interiores quando estigmas sangrentos começam a aparecer nas palmas das mãos, um fenômeno que nem o bom senso nem o hospital local podem explicar.

Ele finalmente se envia a um padre e exorcista mais velho, o padre Ahn (Ahn Sung Ki), que reconhece que o que está acontecendo pode não ser uma maldição, mas um presente. Ele convoca Yong Hu para ajudá-lo com sua agenda lotada de exorcismos, e acontece que Yong Hu é tão bom em exorcizar quanto derrubar cabeças na jaula do MMA. O relacionamento deles não transforma exatamente “The Divine Fury” em um filme de amigos, mas eles desenvolvem respeito um pelo outro.

Fonte: Houston Chronicle.


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