26/10/2021

ENTREVISTA EXCLUSIVA: A atriz Hong Seung Hee fala sobre o seu papel no drama ‘A Caminho do Céu’

“Eu espero que as pessoas que assistirem a série, possam sentir a importância da vida e passar todos os dias de um jeito precioso“. Hong Seung Hee

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Tivemos a oportunidade de conversar com a atriz Hong Seung hee, 24 (Navillera) sobre seu papel na série ‘A Caminho do Céu’ da Netflix. Nesta entrevista exclusiva para o Brasil, Seung-hee nos conta sobre como se preparou para o papel da doce Yoon Namu, sobre a relevância da série ao abordar a síndrome de Asperger e compartilha o desejo de que através deste trabalho as pessoas que perderam alguém durante a pandemia possam se sentir confortadas.

Como você se preparou para o papel da Yoon Namu em ‘A Caminho do Céu’? Você já tinha ouvido falar sobre o trabalho dos “limpadores de trauma”?

Enquanto me preparava para a audição de ‘A Caminho do Céu’ eu li ao livro ‘Things Left Behind‘ (Coisas deixadas para trás, tradução literal) do Kim Sae byul, CEO de uma empresa de limpeza de trauma. Naquela época, eu aprendi em detalhes sobre o trabalho dos limpadores de trauma e o que eles faziam, e eu senti que era o trabalho mais incrível e respeitoso pois sempre continham histórias daqueles que nos deixaram para se “mudar para o céu”. Depois de ler o script e o livro, eu fui capaz de pensar mais sobre a vida e a morte.

Como foi contracenar ao lado de uma personagem com síndrome de Asperger?

Eu acho que a Yoon Na Mu, minha personagem, é uma amiga que demonstra seus sentimentos e pensamentos numa linguagem social. Acho que ela é uma pessoa que quer proteger os outros dos preconceitos, mal-entendidos e olhares das pessoas que julgam pelas aparências. Ela se sente responsável por manter a harmonia entre Han Geu Ru e Cho Sang Gu.

Que relevância você acredita que esta série teve em aumentar a conscientização sobre a Síndrome de Asperger na Coréia do Sul e no exterior?

Na série, Geu Ru é ignorado por ter uma condição especial, mas vive de forma orgulhosa como um membro da sociedade. Ao mesmo tempo, mesmo ele sendo uma criança adotada, ele constrói uma família, que não o faz sentir insatisfeito, com seu tio Sang-gu, irmão de seu amado pai. Desse jeito eu acho que a série apresentou como a sociedade deveria mudar olhando pela visão da vida de Geu Ru.

‘A Caminho do Céu’ estreou durante a pandemia, de que maneira você acredita que ela poderá ajudar as pessoas que perderam algum ente querido?

Enquanto eu lidava com os conteúdos de vida e morte, eu também comecei a pensar sobre a vida e as pessoas ao meu redor mais vezes enquanto filmava.  Em como cada dia se torna mais precioso. Eu espero que as pessoas que assistirem a série, possam sentir a importância da vida e passar todos os dias de um jeito precioso. Eu espero que vocês se sintam tocados e confortados.

Qual foi o maior desafio da sua carreira como atriz até agora?

Toda vez que eu começo um novo trabalho, eu penso nele como um novo grande desafio. ‘A Caminho do Céu’ também foi um grande desafio para mim. Eu gostaria de dizer, muito obrigada pelo seu interesse. Eu vou continuar aceitando novos desafios como a atriz que sou agora, então eu agradeceria se vocês continuassem de olho em mim.

Por que você escolheu essa profissão e quem te inspira como atriz?

O sonho de me tornar atriz foi como destino. Quando eu estava falando com minha mãe sobre minha carreira, pois eu não tinha nada que eu gostaria de fazer como os outros estudante, eu acidentalmente me inscrevi em uma academia de atuação por sugestão da minha mãe, “Você quer atuar?”.  No dia que eu participei da minha primeira aula, foi tão divertido me ver atuando na frente de estranhos. Agora, a curiosidade daquela época está se tornando em confiança.

Não tenho ninguém como principal fonte de inspiração, sempre que conheço atores mais experientes no trabalho, eu tento aprender vários pontos fortes e transformar em meus também. 

Você tem ideia de quantos fãs você tem no Brasil e quão populares os Kdramas são por aqui?

Tem muitos elementos coreanos neste trabalho. Então de primeira eu fiquei um pouco preocupada se fãs de outros países ao redor do mundo poderiam simpatizar com a série. Porém, quando pensei que o tema que a série traz é em grande maioria sobre vida e morte, e que as pessoas simpatizam com isso, minhas preocupações desapareceram.

Ainda bem que quando o trabalho foi lançado, telespectadores internacionais também gostaram e simpatizaram com a Coreia.

Luana Mattos
Luana Mattos

Sou gaúcha, cristã, apaixonada por jornalismo e idiomas (falo inglês e espanhol, e recentemente embarquei na aventura de estudar coreano). Amo produzir entrevistas, e escrever sobre comportamento, cultura, entretenimento, estilo de vida e fé.

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