27/05/2022

THE KING: ETERNAL MONARCH – EPISÓDIO FINAL

Sim, o final foi feliz. 

Eu não queria escrever esse último texto sobre The King como um enunciado de prova, com perguntas ao final de cada parágrafo. Mas caso queira responder, fique a vontade nos comentários, apenas justifique sua resposta. (Vou guardar meu sarcasmo agora, porque as perguntas que faço abaixo realmente são sinceras e caso queira me responder, fique à vontade).

Agora deixando a ironia de lado, acho que a piada acima foi minha última piada com The King Eternal Monarch. E esse drama chegou ao fim para todos nós, menos para o rei que é eterno. Mas a Tae Eul, vai ser a rainha eterna? Rainha não, porque eles não se casaram.

Quando um roteiro traz perguntas é óbvio esperar que ele as responda e vou explicar os motivos, então embora sua opinião seja diferente da minha, peço que por gentileza leia até o final, assim poderemos conversar sobre o assunto.

Embora o final tenha sido surpreendentemente feliz e encerrado a maioria das histórias de todos,ainda deixou algumas perguntas sem resposta. Por exemplo: Porque a governanta Noh foi parar no Reino da Coréia?

O drama tentou ser sério e até memorável quanto seu antecessor Goblin, que embora eu particularmente também tenha objeções quanto ao roteiro e seus furos, isso sem mencionar a questão da idade da protagonista feminina, que se enquadraria em pedofilia. Mas obviamente não é o momento de me ater aos detalhes de Goblin, embora The King me faça lembrá-lo a todo momento.

As sentenças vamos assim dizer, para os criminosos ou vilões desse drama foram aplicadas de acordo com a proporção do estrago que fizeram. Seria esse um tipo de justiça praticada para agradar o público? Por ser drama de fantasia, principalmente onde se aborda que o tempo é relativo no espaço, a morte do vilão principal, pode soar como piada, afinal ele estaria vivo em algum lugar. Mas para efeito dramático, Lee Gon, o rei do drama, cortou a cabeça dele com a espada. A primeira ministra, teve um fim tão medíocre quanto o do seu personagem, até mesmo numa versão da história diferente da primeira que nos foi contada em aproximadamente 14-15 episódios, ela continua corrupta e vai presa. Luna, tem um final diferente, porque foi adotada pela mãe da ministra e teve, uma vida digna devido a isso, logo não virou criminosa. Mas o que aconteceu com a doença terminal que ela tinha? Nunca saberemos.

E quanto aos os problemas do equilíbrio que se davam toda vez que se alterava algo em um dos mundos? Não aconteceu nenhum desastre conforme o alto QI Lee Gon previa e muito pelo contrário, ele fez dos universos paralelos seu reino ou propriedade, passeando por eles com a sua amada. Agora me expliquem: não ia gerar um apocalipse ficar indo e voltando, bagunçando memórias?

 Depois dessa, vou assistir novamente o filme “ O Som do Trovão”.

Particularmente, tive dificuldade em pensar nesses passeios no tempo como encontros românticos porque senti que iam contra a lógica apresentada nos outros episódios.

Lee Gon

Um papel que parecia ter sido criado para o próprio Lee Min Ho, não me fazia acreditar, era mecânico e irreal. Desculpem, não rolou comigo e pelo visto, com nenhuma das Coreanas de Taubaté. Mas vamos lá, embora o drama se chame Rei, pode ter outros personagens legais?

Conclusão

O ponto positivo foi o final do restante do pessoal e acredito que seja porque eles me pareciam mais reais, palpáveis.Então fiz as contas aqui, e se, alguém tinha que morrer, que não fossem os secundários, né?

 E embora a galera estivesse toda a favor do sacrifício e de morrer pelo rei, todo mundo magicamente se salvou. Um final fantasioso não é mesmo? 

O drama parecia mais preocupado com a estética e ser épico do que fazer sentido. Tinha muito material, muito conteúdo e muitas perguntas e por vezes me questionava qual mensagem o drama queria passar e qual era o objetivo disso tudo. 

Até mesmo as propagandas dos produtos que patrocinavam o drama pareciam estar jogados ali. Não me surpreenderia com um comercial das havaianas nos pés do rei.

Sendo assim, não poderia terminar esse último texto sobre The King sem falar da arma de Chekhov.

Anton Pavlovich Chekhov (também conhecido como Tchekhov ou Tchecov) nasceu na Rússia em 1860. Durante grande parte de sua vida profissional foi médico, mas foi como autor e dramaturgo que se destacou e alcançou a fama.Sendo considerado um dos maiores contistas da história, focava-se não no enredo, mas sim no estudo dos personagens. Suas frases abaixo, muito famosas por sinal, nos deixam uma reflexão sobre o roteiro de The King Eternal Monarch:

“Ninguém deve colocar um rifle carregado no palco se ninguém estiver pensando em dispará-lo.”

“Se no primeiro ato você colocar uma pistola na parede, no seguinte ela deve ser disparada. Em outro caso não coloque ela lá.”

“Se você diz no primeiro capítulo que um rifle está pendurado na parede, no segundo ou terceiro capítulos ele deve absolutamente ser disparado. Se não irá ser usado, não deveria estar lá.”

Portanto, deixo claro que o motivo principal da minha insatisfação vendo esse drama se baseia em todas as perguntas que ele fez e que no final ignorou e mudou completamente de rumo ou apenas as deixou a esmo.

E eu que pensei que The King Eternal Monarch não ia deixar moral da história? Pois deixou!

“Os fins não justificam os meios”. E de fato, o final não justifica a trajetória. Sinceramente, não sei como chegamos aqui. Tudo deu certo, ignorando todo o percurso. No fim, a Disney com suas princesas e Kim Eun Sok com seu reinado e rei eternos.

Fonte de apoio utilizada no termômetro: Nintendoblast

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